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Gerenciamento de Riscos: comece agora e da forma correta
Os astrofísicos e os profissionais de segurança
da informação têm algo em comum: Os universos
que eles monitoram estão se expandindo em um ritmo inexorável
e voltar no tempo nãoé uma opção.
Estamos sendo bombardeados com demandas concorrentes
relacionadas à adequação, à regulamentação
e à
próxima novidade na área desegurança, enquanto
os problemas que combatemos estão causando um impacto maior.
Nossos adversários passaram de hackers que invadiam computadores
como um passatempo a criminosos organizados; as leis relativas à
divulgação e à privacidade de informações
continuam ultrapassadas; estão aumentando os custos para
uma companhia se recuperar depois de ser atacada. A estratégia
reativa aplicada à segurança das informações
tem se mostrado ineficiente. Os interesses envolvidos são
cada vez maiores em todos os segmentos e este é, claramente,
o momento para se realizar uma importante mudança.
Não é preciso ser nenhum cientista
especializado para perceber isso:em um mundo com escassez de recursos,
a priorização é um componente fundamental para
se estabelecer uma agenda de segurança para a TI. Defina
quais são os sistemas e os conjuntos de dados mais importantes
das organizações e avalie os riscos associados ao
ativo.
Identifique quais riscos são aceitáveis,
quais deles podem se rreduzido se transferidos. Desenvolva um plano
e design e os recursos apropriadamente. Não é fácil
e nem existe processo, tecnologia ou abordagem referente à
segurança que seja único. Mas, depois de analisar
sucessos e fracassos e de conversar com líderes da indústria,
nota-se que uma tendência se destaca: as organizações
estão mudando daquele sistema binário, antiquado de
pensar na segurança da informação considerando
apenas aspectos como sim/não, bom/mau, e passando a utilizar
uma abordagem pragmática de avaliar os riscos.
É necessário assegurar que
uma abordagem de gerenciamento de riscos está integrada em
todos os processos, que permanece diligente sobre a seleção
de projetos e vai além de apenas "apagar os incêndios".
Todos nós estamos saturados de jargões. "Adequação"
e "gerenciamento de riscos" parecem ser obrigatórios
em todos os posicionamentos relativos a produtos de segurança,
e o termo "governança" não fica muito atrás.
É questionável especificar quantos produtos realmente
acrescentam aspectos como governança, gerenciamento de riscos
e adequação como uma filosofia, mas estes dois últimos
são absolutamente relevantes.
Desse modo, qual é o fator capaz de
unificar? A maturidade. Manter o princípio do gerenciamento
de riscos e gerenciar os riscos ativamente não são
a mesma coisa. As áreas de gerenciamento de riscos variam
em seu grau de maturidade. Contudo, independentemente da profundidade
e da base de seu entendimento ou da probabilidade de que você
adote uma estrutura formal de gerenciamento de riscos no ambiente
de TI, alguns conceitos e ajustes necessários são
vitais.
Para o siniciantes,é importante saber
quando comunicar um risco,afim de entender o público e o
enfoque."Aprendi o modo difícil que resulta no desperdício
de esforços direcionados aos aspectos de risco quando percebi
que desenvolver projetos de TI em uma companhia que não tem
métodos de segurança é uma iniciativa ruim",
declara Mike Murray, da área indústria de serviços
financeiros.
A terminologia é importante e, historicamente,
a TI não tem realizado o melhor trabalho possível
nesse setor. Por exemplo, para a TI, a palavra "ativo"
pode significar qualquer coisa, desde um item físico (como
um drive de USB), um sistema (de registro de pedidos) até
conjuntos de dados. Preencher essa lacuna é fundamental para
que se tenha discussões produtivas sobre riscos. As equipes
progressivas de TI e de segurança têm realizado esses
mapeamentos e - provavelmente, tão importante - comunicado
as suas correlações.
Os termos "vulnerabilidade" e "ameaça"
também são muito importantes para o processo e, freqüentemente,
são confundidos. Utilizando uma definição imprecisa,
a vulnerabilidade é um estado ou defeito de um ativo, que
pode ser explorada para criar perdas ou danos;já aameaça
é uma entidade ou ação que pode causar perdas
ou danos.
O que pode acontecer
Identificar ativos, vulnerabilidades e ameaças nos leva ao
infame estágio da probabilidade. Infelizmente, esta é
outra área na qual o gerenciamento de riscos de TI precisa
de aperfeiçoamento. Deixando de lado os princípios
básicos do gerenciamento de riscos, eis em que aspecto reside
o verdadeiro avanço: aprender a deixar mais "a situação
caminhar por si só". Quando se conversa com os tradicionalistas
do setor de segurança da informação, o pensamento
que vem à mente depois de "risco identificado",
geralmente, é "mitigar", sendo que o conceito de
"transferência de riscos" raramente é considerado
e que a "aceitação de riscos" é freqüentemente
muito contestada. A aceitação, por outro lado, é
algo que certamente compreendemos e efetuamos freqüentemente,
embora, geralmente, apenas nas áreas consideradas como sendo
de baixo risco. Mas será que a aceitação deveria
ocorrer com maior freqüência? Aceitamos riscos suficientemente
e nas áreas certas?
Colocadas no contexto das iniciativas táticas
de segurança, será que as falhas na prevenção
de worms e vírus são mais importantes do que a necessidade
de criptografar informações pessoalmente identificáveis?
Se considerarmos a opção entre proteger tudo inadequadamente
e proteger efetivamente uma parte dos ativos, o que a TI deveria
escolher? A história sugere que preferimos a primeira opção;
mas a segunda alternativa pode resultar no melhor caminho a seguir.
Sem um método efetivo para avaliar e comunicar os riscos,
não podemos esperar obter uma conversa eficaz sobre esse
assunto; muito menos, tomar decisões bem orientadas. Conseguir
compreender os termos referentes aos riscos, utilizando-os de modo
consistente para comunicá-los, desenvolvendo um processo
formal para identificar e quantificar os riscos e relaciona resses
riscos a ativos em termos que façam sentido para os profissionais
corporativos e também para os de TI dará às
equipes de TI melhor oportunidadede priorizar, de modo que atenda
às necessidades de todos os níveis da organização.
Fique atento
Quando se trata de iniciativas de segurança, o mantra "Seja
pró-ativo, não reativo!" já vem sendo
disseminado
há algum tempo. Infelizmente, se percebe que muitas organizações
continuam a definir suas prioridades com
base nos incidentes que já ocorreram.
Reagir aos eventos do mundo real não
é uma má idéia, nem tampouco o envolvimento
corporativo - na verdade, isso deveria ser encorajado. Mas tome
cuidado para não permitir que sua agenda de segurança
seja definida pela tirania do medo resultante de algum incidente.
Dois riscos notáveis estão em desequilíbrio
entre as iniciativas táticas e estratégicas e o problema
de estar consistentemente alguns passos atrás das crescentes
ameaças.
Como fazer para romper com esse ciclo? Integrar
mais abordagens centradas no gerenciamento de para a ti, a palavra
"ativo" pode significar qualquer coisa. preencher esta
lacuna é fundamental para se ter discussões produtivas
sobre riscos certamente pode ajudar a evitar situações
problemáticas e propiciar um processo mais racional, metódico
e defensível para a tomada de decisões. Outra ferramenta
consiste em assegurar que existe um plano para equilibrar todos
os exercícios táticos de resolução de
problemas com seu equivalente estratégico. Por exemplo, as
principais vulnerabilidades de sistemas operacionais e de serviços
- que freqüentemente são a causa-raiz dos worms, dos
danos causados e do ocasional roubo direcionado a dados - podem
ser resolvidaspelomodernoprocessodegerenciamentode vulnerabilidade,
embora as questões sobre segurança de aplicativos
sejam bem menos compreendidas.
Muitas organizações começaram
suas iniciativas de segurança de aplicativos somente nos
últimos 12 a 24 meses, e a maioria delas ainda está
em sua "infância". Os esforços típicos
incluem o uso de scanners de aplicativos na web; testes de penetração
de aplicativos, análises de código realizadas por
companhias de consultoria especializadas; e investimentos em tecnologias
paliativas. Embora essas iniciativas sejam etapas na direção
certa, sem seus equivalentes estratégicos, as equipes de
segurança continuam a tratar os sintomas, enquanto ignoram
sua causa.
Decisões sobre tecnologia
A tecnologia certamente desempenha um papel central na segurança
da TI, mas, infelizmente, a comunidade tem se sentido um pouco perdida
nesse processo. Pensando no passado, é difícil acreditar
que "nossas cabeças não estão enfiadas
na areia" em muitos níveis, quando de trata de escolher
uma tecnologia. Em uma breve recapitulação, podemos
nos lembrar que nos primeiros dias do uso dos mainframes, colocávamos
muita fé nos nomes de usuários e nas senhas, como
mecanismos adequados de controle de acesso. De um modo bem estranho,
fizemos as mesmas suposições quando as redes de IPX
e IP, assim como a computação cliente-servidor conquistou
seu espaço.
Todos nós aprendemos algumas lições difíceis
- incluindo que os nomes de usuários e as senhas não
podiam nos livrar de todos os perigos. Isto levou à adoção
das firewalls como o novo protetor do controle de acesso. Mais uma
vez, colocamos nossa fé em uma tecnologia e, novamente, ficamos
decepcionados. Dedicamos algum tempo negando as vulnerabilidades
dos sistemas operacionais. As equipes corporativas e os fabricantes
de produtos no segmento de TI ignoraram o que era óbvio,
até que worms, spyware e a exploração do núcleo
(stock) de sistemas operacionais tornaram a situação
inevitável. Foram realizados enormes investimentos em detecção
de vulnerabilidade e gerenciamento de correções.
A jornada continua. Investimos centenas de
milhões de dólares em sistemas de detecção
de intrusão, sem termos um verdadeiro entendimento de sua
efetividade relativa e de seu custo total de propriedade. A "mania"
pelos IDS (internal data services ou serviços internos de
dados) levou a fazer reinvestimentos em sistemas de prevenção
contra intrusão que, mesmo hoje, estão apenas parcialmente
habilitados, e a infra-estrutura de chave pública (PKI, na
sigla em inglês) ainda não é bem-vinda em muitos
círculos de TI. Não faltam decepções
em outros setores de produtos. Os desenvolvimentos das suítes
de protocolo de internet (IPSs, na sigla em inglês) com base
em hosts foram muito difíceis. Todos parecem frustrados com
a falta de inovaçãodosantivírus.Os gerenciadores
de informações sobre eventos de segurança estão
evoluindo, mas são caros, e os produtos de IPS e as "soluções
de segurança de extremidade" raramente duram por muito
tempo.
Mas devemos generalizar e declarar que todas as tecnologias de segurança
são ruins? Não, e como comunidade, aprendemos com
nossos erros: os nomes de usuários e as senhas ainda são
utilizados, mas somente quando alguém depende deles como
um mecanismo exclusivamente de controle. Atualmente, os processos
de correção/atualização são integrados
em todos os sistemas operacionais e, mesmo ignorando todo o interesse
no controle de acesso a redes, os dispositivos de operações
no núcleo (stock) das redes estão cada vez mais capacitadas
a oferecer segurança. E a segurança no processo de
garantia de qualidade de software comercial está sendo aprimorado,
apenas por alguns fabricantes selecionados.
Devemos continuar a aprender com os erros e adotar estratégias
inovadoras. Para os principiantes, é preciso estar atento
à consolidação dos conjuntos de produtos. À
medida que a funcionalidade da segurança se torna um fator
de diferenciação para os principais produtos de TI,
é preciso continuar a fazer a seguinte pergunta: "Isto
é um produto ou um recurso?". Considere a completa criptografia
de discos (FDE, na sigla em inglês). Com um assustador número
de divulgações de dados, resultantes de laptops perdidos
ou roubados, não é surpresa que as iniciativas de
FDE estejam em plena atividade. Embora a maioria das organizações
tenha investido em suítes de FDE independentes, estão
começando a surgir opções em importantes produtos
de TI.
Olhe para o futuro
A tecnologia e os produtos sempre representarão seu papel
na segurança, mas a maioria das iniciativas se beneficiará
de uma abordagem mais equilibrada. Será que a "mania"
pela central de acesso a redes (NAC, na sigla em inglês) terá
prioridade em relação à tarefa menos atrativa
de assegurar que toda a mídia de backup está criptografada?
As iniciativas que irão implementar a detecção
de anomalias de comportamento de redes terão melhores resultados
na redução do perfil de riscos da organização
do que, digamos, a garantia de que os processos de abastecer e desabastecer
os usuários são estritamente sólidos? A formulação
de uma estratégia proteção de dispositivos
móveis poderá ter um melhor uso de seu tempo do que
tentar detectar as fontes de eventos gerados por IDS e IPS?
Não existe nada de errado com nenhuma
dessas tecnologias, mas se você não fizer essas perguntas
poderá cair em armadilhas que já surpreenderam profissionais
de TI. Pensando no futuro, todas as organizações devem
adotar processos mais formais de gerenciamento de riscos. Na verdade,
o papel de um diretor de gerenciamento de riscos (CRO, na sigla
em inglês) já está se definindo nas organizações
mais conscientes desse problema. Uma coisa é certa: os profissionais
de TI irão evoluir para se tornar melhores gerenciadores
de riscos ou outros profissionais irão avançar e realizar
essa função.
* Greg Shipley é diretor de tecnologia
na Neohapsis e também colaborador da InformationWeek / EUA.
Texto extraído
da InformationWeek Brasil
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